Projeto RioS

Projeto RioS: Resiliência, Inovação e Obras para o Rio Grande do Sul

Sobre o Projeto

O Projeto RioS é uma iniciativa do Estado do Rio Grande do Sul, em parceria com o BNDES, que realiza um amplo estudo na região hidrográfica do Guaíba, uma das mais afetadas pelas enchentes de 2024.   

O objetivo do trabalho é apresentar uma estratégia de resiliência climática, por meio da proposição de soluções que minimizem riscos e orientem medidas de enfrentamento a futuros eventos climáticos, estruturando projetos de adaptação que promovam o desenvolvimento socioeconômico resiliente e sustentável do Rio Grande do Sul.   

O trabalho é desenvolvido com base em evidências científicas e em diálogo contínuo com a sociedade. Nesse contexto, o RioS tem como objetivo deixar um legado para o Estado, ao recomendar intervenções prioritárias e apoiar a implementação de medidas que fortaleçam a resiliência climática da região de atuação.   

Mais do que uma intervenção pontual, o Projeto foi concebido para garantir a continuidade e o fortalecimento das ações de resiliência climática como prioridade permanente no território gaúcho. Assim, a iniciativa marca a transição da resposta emergencial para uma agenda estruturante de médio e longo prazo no Estado. Iniciado em janeiro de 2025, o trabalho tem conclusão prevista para o segundo semestre de 2027.  

Sobre o Consórcio

Para garantir uma entrega de impacto, foi estruturado um consórcio entre empresas de referência em suas áreas de atuação para conduzir o Projeto RioS. A formação foi pensada para unir competências complementares e fortalecer habilidades similares, ampliando a capacidade de entrega.  

Fases do Projeto

Estratégia em 4 Fases Principais:

Intervenções Institucionais e Inventário de Projetos  

Apoio na criação de diretrizes para a governança institucional, além de evitar sobreposição de esforços e apoiar a articulação política.

Concluída 100%

Caracterização e Avaliação das Ameaças, Riscos e Vulnerabilidades

Compreensão do cenário completo da região hidrográfica do Guaíba, considerando, a partir de diagnósticos hidrológicos, climáticos, ambientais, urbanos e socioeconômicos.

Em andamento...

Design da Estratégia Estadual de Resiliência Climática 

Definição de intervenções físicas priorizadas, junto com anteprojetos de engenharia.

Início em Novembro de 2026

Detalhamento e Apoio às Intervenções Priorizadas  

Suporte na implementação das iniciativas priorizadas, com minutas de editais, para viabilizar licitações das intervenções prioritárias.

Início em Maio de 2027

Entregas Finais

O Projeto RioS também criou um painel de monitoramento das iniciativas de resiliência climática já existentes ou em desenvolvimento, para acompanhar a evolução dos projetos. O painel tem atualização periódica e ficará de legado para o Rio Grande do Sul, garantindo a continuidade dos projetos.

FAQ's

Perguntas Frequentes

O que é o Projeto RioS e por que ele existe?

O Projeto RioS é uma iniciativa do Estado do Rio Grande do Sul em parceria com o BNDES que realiza um amplo estudo na região hidrográfica do Guaíba para minimizar riscos e sugerir medidas de enfrentamento e prevenção em caso de futuros eventos climáticos extremos. A iniciativa faz parte do Plano Rio Grande, programa de Estado para a reconstrução, adaptação e resiliência climática do território gaúcho após as enchentes ocorridas em 2024. 

O RioS compreende o Consórcio com quatro empresas – referências em suas áreas de atuação – que agregam conhecimento técnico especializado: Deloitte, Climatempo, EBP e Mattos Filho. A área de atuação do projeto inclui a região do Vale do Taquari e Rio Pardo, fortemente castigada pela ação das chuvas em 2024. 

O foco é fortalecer a resiliência climática do Rio Grande do Sul, mitigar riscos de desastres climáticos, apontando soluções que permitam um desenvolvimento socioeconômico sustentável na região hidrográfica do Guaíba. 

O projeto abrange a região hidrográfica do Guaíba, que engloba 252 municípios gaúchos e nove bacias hidrográficas: Alto Jacuí, Pardo, Vacacaí, Baixo Jacuí, Taquari-Antas, Caí, Sinos, Gravataí e Lago Guaíba. Confira aqui se seu município faz parte do Projeto RioS. (link para lista de municípios) 

A iniciativa é uma parceria entre o Estado do Rio Grande do Sul (por meio da Secretaria da Reconstrução Gaúcha) e o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), contando com a execução de um consórcio formado pelas empresas Climatempo, Deloitte, EBP e Mattos Filho. 

O RioS está estruturado em quatro fases e 14 produtos, veja mais detalhes aqui. (link para página de produtos) 

  • Fase 1: Governança Institucional. 
  • Fase 2: Avaliação de ameaças, riscos e vulnerabilidades climáticas. 
  • Fase 3: Design da estratégia de resiliência e detalhamento de intervenções físicas e institucionais. 
  • Fase 4: Implementação das intervenções priorizadas.
O projeto tem prazo de vigência de 18 meses, com possibilidade de extensão para 24 meses. O início dos trabalhos se deu em janeiro de 2026, portanto a conclusão está prevista para o segundo semestre de 2027.

Ao final do projeto, serão entregues: 

  • Diagnósticos de riscos hidrológicos, climáticos, urbanos e socioeconômicos; 
  • Identificação de áreas críticas e mais vulneráveis; 
  • Propostas de iniciativas para mitigar os riscos identificados; 
  • Desenvolvimento de até cinco projetos de intervenções voltados à resiliência climática; 
  • Um painel para monitoramento das ações e projetos de resiliência climática.

Além disso, o projeto incluirá minutas de editais, que vão facilitar e dar mais agilidade aos processos de licitação das obras prioritárias. 

O conceito de resiliência vem evoluindo ao longo do tempo, mas, em resumo, é a capacidade de resistir ou se adaptar a riscos aos que está exposta uma cidade, região ou infraestrutura, por exemplo. Então, quando se fala em resiliência climática, refere-se à capacidade de enfrentar eventos climáticos extremos, como chuvas intensas ou deslizamentos de terra.  

Vale ressaltar que resiliência não implica a eliminação dos eventos climáticos extremos — fenômenos que, por sua natureza, escapam ao controle humano. Uma cidade resiliente continuará sujeita a chuvas intensas; o que muda é sua capacidade de responder a esses eventos com mais rapidez, eficiência e menor impacto sobre a população. Trata-se, em essência, de preparar o território para reduzir a exposição ao risco: proteger vidas, preservar moradias, resguardar atividades econômicas e manter a integridade da infraestrutura urbana diante das adversidades. 

É uma infraestrutura que promove maior capacidade de resistir a eventos climáticos extremos, como chuvas intensas e deslizamentos de terra. Apesar do que o nome sugere, a infraestrutura resiliente não é apenas a estrutura física em si, mas também um conjunto de sistemas e serviços capazes de antecipar, absorver, adaptar-se ou recuperar-se dos efeitos desses eventos extremos. 

Na prática, refere-se a sistemas de esgoto e drenagem adequados, sistemas preditivos e alertas, protocolos de evacuação, remoção de famílias e empresas em áreas de risco/alagamento, entre outras medidas. 

Outro ponto fundamental de se considerar é o funcionamento de todas essas infraestruturas em conjunto, sua interdependência e vulnerabilidades. Isso é especialmente relevante quando se fala da região hidrográfica do Guaíba. Já que o que acontece em um município pode ter efeito em cadeia para outras regiões. Por exemplo, se acontece um temporal em Lajeado, esse volume de água vai percorrer todo o sistema até a Lagoa dos Patos. Então, é preciso que Porto Alegre, Guaíba e outras tantas cidades também estejam preparadas para lidar com esse aumento repentino no nível dos rios. 

Acompanhe o andamento do Projeto RioS

O levantamento sugerirá medidas concretas para enfrentar futuros eventos hidrometeorológicos, com a entrega do documento final prevista para ocorrer no segundo semestre de 2027.

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